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Two for one love

Chapter 2: Primeiras impressões

Summary:

Cellbit depois de ser mal interpretado pelo mexicano se sente um pouco mal, quando olha para fora da janela do hotel, ve ele e a criança sentados na areia de noite e com a praia vazia, preocupado com ambos, ele vai atrás deles para fazer com que eles entrem. Eles fazem as pazes e Cellbit promete a Roier que baterá em sua porta para entregar um lanche para ele. O que faz Roier ficar feliz com o rapaz. Ambos sentem algo diferente em relação ao outro, algo bom.

Chapter Text

A pequena parava de se agitar conforme bebia o leite, o jovem que veio com ela, Roier, estava com um sorriso calmo agora. Ele ficava analisando a criança em seu colo e depois de um tempo, ele olha para Cellbit, como se tentasse ver se o ‘’dono’’ do apartamento estava incomodado com ele entrando daquele jeito. Ele morde o lábio inferior e depois comenta. O que faz o loiro se surpreender ao ouvir aquele sotaque diferente do portugues brasileiro, que era bom de escutar.

— Hm.. Espero não estar atrapalhando por conta do microondas.. Era uma emergência..

Ele balança a cabeça em negativo e sorri de canto de boca,tentando acalmar o outro. —Viagens geralmente cansam os menores. Acho uma boa vocês irem pro quarto de vocês para isso.. Amanhã teremos trabalho,aparentemente. — Parecia ter sido grosseiro,mas não era sua intenção. Mas conseguiu ver que o sotaque foi algo que piorou a compreensão do Mexicano que carregava a criança que quase dormia e já estava com a chupeta novamente.

Desculpa atrapalhar, sr.Cellbit.. Eu vou voltar pro meu quarto. Tenha uma boa noite.— Ele responde Cellbit de maneira curta e logo vai abrindo a porta,saindo marchando rapidamente para seu quarto que era do outro lado do corredor com tudo que trouxe e uma cara séria. O que fazia Cellbit ficar sem jeito,mas não ficando frustrado. Talvez ele estava bastante confuso,’’talvez’’ não,certeza. —Ah.. Espe-

Roier bate a porta atrás de si, cortando a frase do outro na metade. Cortando o barato dele de tentar se explicar, porque ele não quis ser interpretado de alguma forma diferente do que ele queria, ele só tentava sugerir que ele descansasse no quarto dele e da criança,talvez. Ele suspira e desiste de pensar nisso. Ele olha para a janela e percebe que estava escuro lá fora. E que o mar estava calmo lá embaixo,ninguém na areia. Ele sorri e a abre, ouvindo o barulho calmo das ondas irem e voltando na areia. Ele se senta no chão e começa a respirar fundo e pegando o celular para ver se havia alguma mensagem ou outro tipo de coisas à espera dele. Ele decide tirar uma foto da vista. Mas não poderia postar para não descobrirem onde ele estava hospedado. O que o frustra. Mas ficava analisando.



Passado uns minutos de ver as mensagens de Baghera, ele olha novamente para a janela e vê o mais novo sentado em uma canga com a pequena deitada nas pernas.Ele estava com uma camisa um pouco transparente e branca e um short azul escuro. Ele não sabia se deveria ir lá o avisá-lo, mas não era seguro estar na praia de noite,especialmente quando se é famoso. Ele respira fundo e revira os olhos, se levantando e descendo para o térreo do hotel que era virado para a praia. Ele usava um chapéu grande e um óculos escuro,se escondendo de ser reconhecido. E saí correndo direto para a areia, chegando rápido perto do outro que deixou a calmaria por conta do medo que Cellbit o causou por chegar daquela forma. Tanto que ele pegou a criança nos braços e se encolheu,em questão de segundos. Mas quando vê Cellbit tirando o óculos ele frustra a cara novamente e fica o encarando com uma cara de raiva e seu peito subia e descia ainda, a respiração voltando ao normal.

Você está louco? Queria me matar do coração? —Pergunta Roier,com a criança adormecida deitada contra o peitoral.

Não! Te vi lá de cima e percebi que você estava desprotegido aqui na praia. Eu vim recomendar para você ir lá para dentro. Você está no Rio, Você tem que saber que pode ficar em perigo a qualquer momento,não é? Além da pequena poder pegar um resfriado. —Cellbit indaga querendo esconder que estava preocupado.

Eu só precisava de um tempo,nada demais,porém eu posso voltar agora,já tá tudo bem..

Ele se levanta da canga com a Sally no colo,ainda com uma cara fechada para o mais alto, mas parecia menos incomodado com o outro. Cellbit por sua vez, coloca a mão no seu ombro e tenta o guiá-lo de volta ao hotel. Nessa pequena volta ao hotel, em que ambos andavam juntos, Cellbit comenta de canto para ele.

Você foi atrás de comida para ela, mas eu acho que em nenhum momento você pensou em se alimentar,não é?

… Por que você se importaria? Achei que não tinha gostado da minha presença hoje mais cedo. Mas.. É.. desde que eu cheguei de viagem,eu não comi nada.

—Eu vou pedir um lanche para mim, você aceitaria um lanche também?

O mais novo arregala os olhos, e por sua sorte,Cellbit não percebeu que o outro corou um pouco nas bochechas. Ele concorda com a cabeça e rapidamente vão os dois para dentro do hotel, subindo o elevador em um silêncio constrangedor. Como seus apartamentos eram um na frente do outro, não se precisaria perguntar onde o encontrar, mas Cellbit fez o último comentário.

Quando chegar eu bato na sua porta.


O outro para na frente da porta antes de entrar com a menina nos braços e volta a olhar para o outro, agora não parecia bravo com o outro, ele sorria de canto de boca, parecia um sorriso sincero dessa vez. Acho que se poderia dizer que eles fizeram as ''pazes'' e que a má impressão que Cellbit havia deixado já foi salvada. Ele responde com uma voz calma e um pouco risonha.

 Gracias novamente pela preocupação. Estarei esperando você bater na minha porta, Gatinho~.

Ele ri um pouco, aquela risadinha quebra Cellbit de uma nova maneira, mas que o faz sorrir de volta. E ambos entram em seus respectivos quartos. O rosto de Cellbit fica completamente vermelho por conta do moreno, assim que ele interpreta o que tinha escutado. Ele sorri e solta uma risadinha genuína, enquanto balançava a cabeça levemente para os lados em descrença. Gostou daquele nosso sentimento causado pelo outro, logo mais eles se veriam de novo por conta dos lanches. Era tempo para se recuperarem dessa interação ''melosa''. Cellbit já podia escutar Baghera rindo da cara dele, mas ele não estaria incomodado dessa vez, ele imagina.